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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ditadura do Relógio

"Não há nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos gregos e chineses quanto para os nômades árabes ou para o peão mexicano de hoje, o tempo é representado pelos processos cíclicos da natureza, pela sucessão de dias e noites, pela passagem das estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir - e ainda hoje o fazem - seu dia do amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.

O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão, durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O tempo era visto como um processo natural de mudança e os homens não se preocupavam em medi-lo com exatidão. Por essa razão, civilizações que eram altamente desenvolvidas sob outros aspectos dispunham de meios bastante primitivos para medir o tempo: a ampulheta cheia que escorria, o relógio de sol inútil num dia sombrio, a vela ou lâmpada para onde o resto de óleo ou cera que permanecia sem queimar indicava as horas.

Todos esses dispositivos forneciam medidas aproximadas de tempo e tornavam-se muitas vezes falhos pelas condições do clima ou pela inabilidade daqueles que os manipulavam. Em nenhum lugar do mundo antigo ou da Idade Média, havia mais do que uma pequeníssima minoria de homens que se preocupassem realmente em medir o tempo em termos de exatidão matemática.

O homem ocidental civilizado, entretanto, vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações. O relógio transformou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de passas de uvas. E, pelo simples fato de que, se não houvesse um meio para marcar as horas com exatidão, o capitalismo industrial nunca poderia ter se desenvolvido, nem teria continuado a explorar os trabalhadores, o relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra máquina.

(...) A princípio, esta nova atitude em relação ao tempo, este novo ritmo imposto à vida foi ordenado pelos patrões, senhores do relógio, e os pobres o recebiam a contragosto. E o escravo da fábrica reagia, nas horas de folga, vivendo na caótica irregularidade que caracterizava os cortiços encharcados de gim dos bairros pobres no início da era industrial do século XIX.

Os homens se refugiavam no mundo sem hora marcada da bebida ou do culto metodista. Mas aos poucos, a idéia de regularidade espalhou-se, chegando aos operários. A religião e a moral do séc. XIX desempenharam seu papel, ajudando a proclamar que "perder tempo" era um pecado. A introdução dos relógios, fabricados em massa a partir de 1850, difundiu a preocupação com o tempo entre aqueles que antes se haviam limitado a reagir ao estímulo do despertador ou à sirene da fábrica. Na igreja e na escola, nos escritórios e nas fábricas, a pontualidade passou a ser considerada como a maior das virtudes.

E desta dependência servil ao tempo marcado nos relógios, que se espalhou insidiosamente por todas as classes sociais no séc. XIX, surgiu a arregimentação desmoralizante que ainda hoje caracteriza a rotina das fábricas.

O homem que não conseguir ajustar-se deve enfrentar a desaprovação da sociedade e a ruína econômica - a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente para o qual o tempo deixa de ser importante. Refeições feitas às pressas, a disputa de todas as manhãs e de todas as tardes por um lugar nos trens e nos ônibus, a tensão de trabalhar obedecendo horários, tudo isso contribui, pelos distúrbios digestivos e nervosos que provoca, para arruinar a saúde e encurtar a vida dos homens.

Nem se poderia afirmar que a imposição financeira da regularidade de horários tenha contribuído a longo prazo para o aumento da eficiência. Na verdade, a qualidade do produto parece ter até diminuído, pois o empregador que vê o tempo como uma mercadoria pela qual tem de pagar obriga o operário a trabalhar numa velocidade tal que a produção forçosamente será de qualidade inferior.

O critério passa a ser de quantidade e não de qualidade e já não há mais o prazer do trabalho pelo trabalho. O operário transforma-se, por sua vez, num especialista em "olhar o relógio", preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar suas escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; onde ele, para "matar o tempo", programará tantas atividades mecânicas com tempo marcado, como ir ao cinema, ouvir rádio e ler jornais, quanto permitir o seu salário e o seu cansaço. Só quando se dispõe a viver em harmonia com sua fé ou com sua inteligência é que o homem sem dinheiro consegue deixar de ser um escravo do relógio."


(WOODCOCK, G. A ditadura do relógio. In: ARANHA, M.L.; MARTINS, M.H. Filosofando: introdução à filosofia. 2.ed. São Paulo: Moderna, 1993,cap. 3, 3a. parte, p. 249)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alegria



Fico encantada com a quantidade de palavras existentes em nossa língua portuguesa.

Estava lendo uma pesquisa que dizia que o novo Aurélio eletrônico reúne 435.000 verbetes, locuções e definições, 110.000 etimologias e 54.000 exemplos e abonações de mais de 1.400 autores.

Quando li isso, pensei: Eu não conheço nem a metade disso, e o pouco que conheço, eu não sei, ao certo, o real significado.

Triste.

Triste, porque muita vezes falamos certas coisas e vulgarizamos o sentimento expressado através de palavras por falta de conhecimento do significado.

Um exemplo disso é a confusão que fazemos entre alegria e felicidade. Você já parou e pensou nisso?

Alegria é dar alegria de forma alegre! É transbordar por ser contagiante. Não há fuga e não há antônimos, pois a alegria é o ápice do sentimento e o clímax do prazer, que acaba sendo expressada por sorrisos.

Já a felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até a alegria intensa ou júbilo. Isso é: há variações. A felicidade tem ainda o significado de bem estar ou paz interna. O oposto da felicidade é a tristeza ou infelicidade.

Mas afinal, será que somos felizes ou alegres?

Bom, tive um insight quando li a seguinte frase do Samuel T. Coleridge: Desperte para a alegria como um radiante dia de verão.

Essa frase me fez desdobrar e pensar nela de uma forma interessante. Tentei entender a profundeza que ela realmente possui.

Cheguei a conclusão que cada um de nós traz dentro de si espaço para uma alegria genuína e verdadeira, com a qual nos encontramos – fortuitamente – quando somos “tocados”de forma especial, sublime e sobrenatural.

Na verdade, a alegria é um dos sentimentos mais desejados por toda a humanidade, embora as pessoas, em sua maioria, ainda a confundam tanto com o prazer e com a felicidade, sem saber que a alegria tem um componente diferenciado, pois sua origem é totalmente transcendente e espiritual.

Somente a alegria é capaz de trazer de volta a força para viver, tem o poder de realizar sonhos abandonados pelo caminho e, frequentemente, restaura os destinos roubados pela indiferença, tristeza, melancolia e depressão.

A nossa busca pela fonte da alegria se torna ainda mais urgente neste tempo, em que estamos sujeitos a fraquezas e dificuldades, com o fim de restaurarmos juntamente o otimismo, a esperança, a liberdade, o perdão, a saúde e a disposição para o serviço.

Então, o que nos resta a fazer e o que torna nosso papel coadjuvante, é deixar ser arrebatado por um sentimento que valha realmente a pena, capaz de produzir em nossa existência uma nova, profunda, única, duradoura e gratificante experiência.

Porque a alegria tem esse poder em nos devolver o entusiasmo pela vida, como um “radiante dia de verão”.

“A alegria do Senhor é a minha força”

“A alegria que eu tenho, é a alegria de Cristo em mim” 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Paciência é uma virtude

Paciência - Por Arnaldo Jabor



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma “lady” solta palavrões e berros que lembram as antigas “trabalhadoras do cais”…

E o bem comportado executivo? O”cavalheiro” se transforma numa “besta selvagem” no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar…

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma “mala sem alça”. Aquela velha amiga uma “alça sem mala”, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado.

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é “ansioso demais” onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda- se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai aguentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire… Acalme-se…

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL… SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA…

O Destino decide quem Você encontra na vida… Suas atitudes decidem quem fica.

sábado, 30 de outubro de 2010

Viver ou Juntar dinheiro

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"

Que tal um cafezinho?


Max Gehringer

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Preconceito

Oi gente,

Depois de meses sem postar nada, finalmente estou de volta! rsrs...
Durante este período de ausência, ocorreram diversas mudanças na minha vida, na qual se fizeram necessárias priorizá-las.

Mas voltando para o mundo virtual... quero deixar uma reflexão sobre Preconceito, no qual no faz pensar que independente da cor, raça, religião, posição social... ninguém tem o direito de descriminar o outro, seja qual for a razão.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

- 'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária.
- 'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'
- 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
- 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- 'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Somos inteiros ou apenas fragmentos

Oi pessoas,

Ehhhhhhh!!! As atividades da facu acabaram! Agora só alegria. rsrs...

Tenho muitas coisas legais p/ postar aqui, só que, ultimamente tenho recebido alguns e-mails super joías que, valem a pena a galera ler e refletir.
Este em especial, falou muuuuuuitíssimo comigo. Preciso aprender parar é verdadeiramente ser inteira p/ ouvir, amar, chorar, rir... e não simplesmente sobreviver, mas viver e ver o outro por completo.
bjjjjj

Por
Fernanda Lopes - Terapeuta holística

Neste exato momento em que você lê este artigo, você está fazendo quantas coisas mais? Quantas coisas existem em sua mesa no escritório? Quantas preocupações existem em sua mente? Quantas coisas pra fazer mais tarde? Quantas coisas que você deixou de fazer? Um verdadeiro turbilhão no cérebro!

Eu convido você neste momento a relaxar, a estar presente, a estar aqui, a estar no agora! A refletir o quanto você tem estado inteiro no que faz e quanto na maioria das vezes você está fragmentado? No dia de hoje relembre se enquanto você ouvia alguém você estava realmente ali entregue? Se quando alguém lhe deu um beijo ou demonstrou um olhar de carinho, você estava realmente ali entregue. Se no serviço que você desenvolvia sua cabeça estava por aí divagando. Se você foi capaz de sentir algo de novo em algo que você apenas intitulava como rotina.

Desacelere o passo por um instante e você perceberá que muitas vezes você é mais um dentre tantos maratonistas que vemos por aí. Sempre correndo, sempre tentando encaixar o tempo para tudo o que se quer fazer. E o pior, muitas vezes não sabendo nem para onde se está indo.

Mas a verdade é uma só. Fazemos a maior parte das coisas por fragmentos. Não sabemos criar nossos momentos sagrados. Sagrado é um momento especial, é o momento em que você deve sentir que não existe mais nada além daquilo. É estar presente, é largar preocupações, ansiedades ou qualquer outro sentimento ligado a um tempo que não existe. Não existe afinal futuro ou passado. Você está aqui, perceba!

Muitos colocam a desculpa nos momentos difíceis e que diante desses não é possível deixar de se preocupar. E quando você chega em casa, o seu local de descanso, você acessa seu momento sagrado? Você é capaz de dar risada junto com seu filho? Abraçar seu companheiro(a)? Conversar com as pessoas sem ter que ligar a TV? Prestar verdadeiramente atenção naquilo que você faz, diz, ouve e, naquilo que você é?

Com a desculpa de atender tantos pedidos externos, você muitas vezes se esquece de você mesmo. Esquece de que se não cuidar bem de sua casa, ela tende a cair. E uma casa com rachaduras, não pode oferecer segurança a ninguém! É preciso saber fazer uma coisa de cada vez.

Fazer de cada instante um local sagrado, colocar a mente e atenção em cada instante, aprender, sentir cada situação e cada pessoa. Saber que não estamos passando por nossa vida acelerados e sem dar sentido a algo, saber que estamos vivendo e não somente existindo. Saber comer, comendo. Tomar banho, tomando banho! Amar alguém, amando! É simples assim! Faça o que estiver fazendo de forma inteira.

Dê funcionalidade para a sua vida. Reduza o passo! Saiba fazer bem, mesmo poucas coisas que você fizer. Dê conta do que você faz! Tire o peso dos seus ombros e coloque mais felicidade nas suas relações.

Quantas vezes você conflitou com o outro, simplesmente porque não esteve presente quando o outro gostaria de lhe falar sobre seus sentimentos ou sobre aquilo que pensava? Quando estamos presentes, estamos atentos, conscientes! E então com consciência, passamos a perceber coisas que antes não víamos. Começamos a acessar a sabedoria dentro de nós, passamos a ter mais respostas para nossa vida, estas que antes buscávamos apenas em conselheiros de fora. Se estamos conscientes, estamos plenos em saber quais são nossas necessidades reais. Eliminamos coisas que não servem mais em nossa jornada (e por vezes, são muitas), para então esvaziarmos. E leves, podermos fluir com o grande rio da vida, atentos à todos os "presentes" que nos são dados diariamente.

Esteja inteiro no que faz! Seja inteiro para as pessoas com quem convive! Deixe as pessoas conhecê-lo de forma completa! Abrace, beije, ame, escute, trabalhe, ria, chore de forma completa! Sinta a vida através de todos os seus sentidos! Sinta o gosto, o calor, o toque de todas as coisas.

Só se pode crescer e tornar-se uma árvore com raízes firmes, se você aprende primeiro a confiar que a chuva sempre completa o processo do seu crescimento!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Saudade

Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos adultos não sabem nem mesmo o que é; e como palavras sábias podem ser proferidas por quem menos se espera.

Artigo do Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim...

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim...

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.

Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.

Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe 5758"

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Como está seu viver diário

O texto a seguir, não é de minha autoria. Ele traz uma forte reflexão do mundo atual. É um texto de linguagem fácil de ser compreendida, porém, às vezes, tão díficil de ser aplicada no nosso dia-a-dia.

Certa vez, quando ainda nem exista internet, um professor do colegial disse que, chegaria um tempo que as pessoas ficariam tão individualistas por conta da informática.

É verdade que o mundo evolui, porém, o que vemos hoje é, que as pessoas estam sozinhas no meio da multidão. Basta olhar para as mesmas que estam no metrô, ônibus, no serviço...
...ou estam concentradas lendo um livro, um jornal, ou ouvindo música, ou mexendo no celular, ou olhando p/ tudo o que se passa ao seu redor, menos para a pessoa que está sentada ao lado.

Sempre gostei de ouvir as histórias de pessoas de idade. Pois, o que a maioria diz é que sente saudade da união das famílias. Depois do jantar, todos puxavam suas cadeiras e, em circulo prozeavam, riam, choravam juntos... Hoje, raramente, vemos as famílias se reunirem pelo menos uma vez por mês que seja e, abrirem mão das baladas, das festas, das viagens p/ ter um tempo com a família.

Outro dia, numa reportagem sobre relacionamentos, o entrevistador citou um caso de um garoto. Este, fala a beca no Msn, Orkut...tem muitos amigos virtuais. É considerado o cara da Net! O Bam Bam Bam! Porém, pessoalmente, o cara é tímido tímido e tímido. Não sabe olhar nos olhos dos outros, não sabe sorrir, não saber ser tão extrovertido como parece ser na Net.

Éhhh minha gente, precisamos olhar mais para as pessoas e deixar de olhar para o nosso próprio umbigo.

Segue texto:




Muitos trabalham durante ano no mesmo ambiente e nunca surpreendem seus colegas de trabalho. Não sorriem, cumprimentam ou abraçam de um modo diferente. São formais. Precisam de emoção, mas não sabem surpreender. Esse comportamento rígido afeta as relações sociais, mas também o desempenho profissional.

Você já pensou que muitos colegas de trabalho gritaram sem dizer palavras, gritaram com os gestos, querendo demonstrar que estavam sofrendo, mas você nunca conseguiu ouvir a voz desses gestos? Talvez, atarefado e com milhares de informações na cabeça, nem tenha tido tempo para tal percepção.

Vivemos na era da informática e, infelizmente, estamos nosrobotizando. Nunca tivemos acesso a tantas informações, mas não sabemos o que fazer com elas. A maioria delas é inútil, não se transforma em conhecimento e experiências. A criatividade está cambaleante.

Para dar soluções aos desafios do mundo globalizado é necessário ser flexível, versátil, abrir o leque da inteligência. Os desafios geram medo e não sentimento de aventura. O novo causa pânico. Estamos nos tornando escravos de estímulos programados.

Raramente as pessoas saem da rotina. Já pensou em dar uma caixa de bombons para o guarda que está fazendo a segurança da sua empresa ou para o zelador do seu prédio e dizer que ele é muito importante para você? Ele nunca mais o esquecerá, pois você o surpreendeu. Você será tão caro para ele, que talvez seja capaz de correr riscos se você estiver em perigo. Não há como romper o individualismo sem libertar a criatividade afetiva.

Muitos, ao entrarem num elevador, em vez de olhar para o rosto das pessoas, cumprimentá-las e estabelecer um pequeno diálogo, fixam-se no número dos andares. Não sabem onde pôr a cara. É duro passar aqueles segundos. Que espécie é essa que detesta a solidão, mas faz tudo para cultivá-la?

Fonte: CURY,Augusto. 12 Semanas para Mudar Uma Vida. Planeta. 2.ed - São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2007. pp.75 à 76.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Liberdade de escolhas

Pense nisso por alguns segundos:

Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver.

Você pode mudar a sua vida.

Você pode estruturar a sua vida como quiser.

Porque você é livre!

Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!

Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você quiser.

Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado,

Você pode acabar numa crise conjugal de um mês.

Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.

Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.

Porque você é livre!

Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.

Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.

Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.

Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.

Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.

Porque você é livre!

Você só vai parar de sofrer quando você quiser!

Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.

Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.

E pensam que é seu destino sofrer.

Isso é pura ilusão!

Só quando você decidir, você pára de sofrer.

Porque você é livre!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pq. falar de flores


Qual mulher que não gosta de ganhar flores?

Todas gostam!!!

Até mesmo as "linhas-duras", se derretem ao serem presenteadas por este universo tão encantador.

Conta-se que um inglês, em visita à Turquia no século XVIII, teria feito a seguinte afirmação: “aqui pode-se brigar, censurar, mandar cartas de paixão, amizade ou civilidade, ou mesmo notícias, sem nunca ter de sujar os dedos com tinta!”. O código era o uso de flores para expressar sentimentos. Cada espécie tinha um significado e uma “carta” bem feita podia comunicar praticamente qualquer combinação de sentimentos.

Quando penso em flores, penso na criação de Deus.

Pq. Ele fez as flores? Qual o significado que elas podem trazer para minha vida?

Em Cantares 2.12 diz "Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra."

As flores não só significam diferentes sentimentos, mas a maneira como elas são oferecidas e aceitas podem significar muitas coisas.

É tempo de despir das roupas de inverno, é vestir-se para a nova estação.

A primavera está chegando!

É tempo de se alegrar!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Escritores da Liberdade

Esses dias eu encontrei uma colega que estudou comigo no colegial.

Conversamos sobre várias coisas e, dentro delas; a escola.

Fizemos uma breve comparação da nossa época e da época de hoje.

Eu estudei em escola público. Porém, as crianças e os adolescentes daquela escola, faziam questão de irem todos arrumadinhos, serem os melhores alunos da sala, se destacarem em algum esporte, gincana, dança e etc... Raramente havia agressão física. Os professores eram respeitados. A escola, por mais tradicional que era, era um lugar agradável.

Hoje, está mesma escola já não é mais a mesma. Bandidagem, falta de respeito com os professores, brigas constantes e etc... são as marcas atuais.

O que mudou? Quem falhou?

Assistindo ao filme, percebo que não é somente no Brasil, o fato da violência ser tão marcante neste mundo contemporâneo.

Nós podemos resgatar várias dessas pessoas. Temos que nos esforçar para fazer a nossa parte. Para tanto devemos deixar de atuar mecanicamente e partir para a ação.

1. Buscar entender a realidade criminológica dessas crianças e adolescentes.
2. Como vimos no filme; essas pessoas não tem nenhuma perceptiva de vida.
3. Não podemos ficar somente no blá blá blá das discussões e nada fazer para mudar este quadro que impera o mundo atual.
4. É preciso coragem, força, ânimo e determinação para aguentar todo tipo de oposição.

Não pq. queremos sair por ai, dizendo p/ mundo todo que conseguimos mudar. Mas pq. realmente queremos deixar uma marca na vida daqueles que não tem esperança alguma.
Isto sim; faz toda a diferença.

Quebra gelo

Eu já tinha ouvido está história, entretanto, não sabia que tratava-se de um quebra gelo.

Vai ai a dica para quem quer fazer na sua célula.

bj


Separe uma cédula acima de R$ 10,00. Em seguida, amasse a cédula e, jogue ao chão.

Depois pergunte aos presentes, se eles estivessem passando pela rua e, vissem essa nota, nesta condição o que fariam?

Pegue-a novamente, amasse, pisoteie e faça a mesma pergunta aos membros.

Repita todo o processo, acrescentando mais um item, como por exemplo; jogue areia, aguá, clara de ovo, etc...

Depois de amassar, pisoteiar, chutar e etc... pergunte aos membros se, está nota fosse um mendigo, um drogado, um bêbado, uma prostituta, o que fariam?

Apesar desta sociedade podre, hipócrita e decaida, excluir os pobres, os incultos, os nordestinos, os deficientes, entre outros, Deus não faz acepção de pessoas.

A missão da Igreja do Senhor Jesus e, resgatar, incluir e amar essas vidas.
Pois, não será dinheiro algum que os faram mais humanas, mais felizes, mais amados e incluidas. O dinheiro é importante, mas, não o bastante quando uma vida é totalmente sarada e restaurada por Jesus.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ovelhas ou Bodes

Visitando alguns blog´s, me deparei com este:

http://blog.iecbr.com.br/2008/06/14/pecadinhos-semanais que traz algo para analizarmos a nós mesmos se, o que somos durante a semana na faculdade, emprego, família... se também somos na igreja.


Nossa transformação nos fins de semana é impressionante. Como mudamos no domingo: muda-se a aparência, a voz e vestimos a “roupa de ver Deus”.

Ficamos mais mansos e parecemos anjos. A impressão é que Deus apenas nos vê nesse “dia dos crentes”.

Me lembrei de Paulo falando aos Romanos no capítulo 6: "Será que vamos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais?"

No capítulo 5 "ele diz que onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda."

Paulo conhecia muito os bastidores das igrejas, ele iniciou muitas delas. Conhecia os pecadinhos escondidinhos. Não se impressionava com gente cheirosa, com elogios suspeitos ou coisas desse tipo. Sabia que pessoas que pareciam anjos no domingo, podiam se transformar em demônios na segunda.

Com a pregação sobre a graça abundante muitos poderiam achar que apenas domingo era o dia do Senhor e cair na gandaia nos outros dias da semana. Será que esse pensamento não permeia nosso convívio?

Confiar na graça para continuar pecando é muito sério! Me preocupa que nossos encontros dominicais aconteçam somente para que haja um desencargo de consciência dos pecados que cometemos durante a semana.

Precisamos levar a unção de domingo para casa e para rua. Permaneceremos no pecado semanal para que a graça dominical seja mais abundante?

Pr. Paulo Martins

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Falando de Amargura

...que ninguém se prive da graça de Deus.


Hebreus 12:15 diz: "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem"
Veja que interessante:


A palavra do Senhor diz aqui, que é necessário prestarmos bastante atenção, para que nenhum de nós seja impedido, isto é, não seja preso ou embaraçado, não recebendo o favor ou os benefícios de Deus, por causa da raiz de amargura.


Amargura é angústia, aflição, dor oculta na alma, que torna as pessoas amargas, triste, depressivas, cheias de ressentimentos por alguém.


Amargura são sentimentos amargos em relação a alguém, que produz perturbação, que tiram nossa paz, traz transtornos a nossa vida, faz muitas pessoas perder o juízo e com isso muitas vezes dar fim a própria vida, ou até mesmo desfazer relacionamentos, por causa da dificuldade de perdoar e que muitas vezes nos levam a contaminar, isso é contagiar outros em relação aquela pessoa, que nos ofendeu ou decepcionou.


Uma pessoa amargurada, além de se prejudicar, de ficar impedida de receber as bênçãos do Senhor, acaba corrompendo os outros a sua volta. Torna-se uma pessoa de difícil convivência e perde muitas oportunidades de ser feliz.

Isso faz lembrar, de uma história de um professor que pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram MUITO pesadas.


A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasionava, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.


Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar é deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e calma.


Quantas batatas, você tem carregado?


Elas causam um mal cheiro terrível, afasta as pessoas de você e te impede de ser abençoado.


Mas o que fazer então?


A palavra do Senhor diz em Mt. 6: 14: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós"


Perdoar é libertar as pessoas, que você prendeu no seu cativeiro emocional, libera-la da dívida, que ela tem com você, fazendo assim você vai livrar se da ruína da amargura.


Mateus 6: 15: "Se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas"


Se você não libera, não é liberado.


Mateus 18: 21: "Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete"


Que tal, orar neste momento e se desfazer das batatas podres, que você tem arrastado pela vida e que estão impedido suas bênçãos de chegar até você.


Jogue fora suas batatas e com certeza, você vai experimentar a vitória e a graça de Deus, de maneira abundante na sua vida.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Amai-vos uns aos outros

O que é amai-vos uns aos outros. (JO. 13.34)?

Muitos saberiam definir com muito clareza este significado. Entretanto, milhares e milhares de cristãos pecam feio na hora de praticar tais definições.

Pq. para algumas (ou milhares) de pessoas, é tão díficil colocar esta verdade em prática?

Esta semana, ficamos sabendo que, um dos integrantes do VamBORA, estava passando por situações financeiras bem estreitas. Quem o via, não falava que ele passará por tal situação, por ser um rapaz alegre, disposto e nunca murmurrador.
O grupo reuniu-se para ajudar este irmão não somente naquilo que ele necessitava, mas também em estar mais junto dele. A família que não é crente, pôde ver o amor de Deus através da nossa atitude.

É nessas horas que praticamos o verdadeiro Evangelho de Cristo, amando uns aos outros com ação, com atitude.
Não basta somente ajudar e orar pelo mundo, pelos perdidos, missíonários ameaçados de morte, se aqueles que estam do nosso lado estam carecendo de socorro e nada fazemos.

Que amor é este?

Precisamos acordar para quem está ao nosso lado. Precisamos dar atenção e dedicar tempo de qualidade. Como podemos salvar o mundo inteiro e perder o relacionamento com quem está perto de nós?

Jesus sempre se preocupava com a necessidade das pessoas.
Ele dizia: "O que você gostaria que eu fizesse por você"? (MC. 10.51)
É o que deveriamos estar sempre perguntando; "O que você gostaria que eu fizesse por você?"

58 vezes no A.T. a frase "uns aos outros" é usada.
A Bíblia diz; "ame ao próximo", "cuide um do outro", "ajude um ao outro", "ore um pelo outro", "compartilhe um com o outro", "cumprimentem-se um ao outro", é o ministério de mutualidade do Corpo para si mesmo.

Mas o vemos e ouvimos por ai e que, muitos cristãos estam mordendo um ao outro, odiando, cuspindo, caluniando, maltratando, matando, destruindo e etc... um ao outro.

Não dá pra servir a dois senhores. Ou você agrada um ou agrada o outro. (MT.6.24)

Que o verdadeiro amor de Deus seja o seu verdadeiro cartão postal.

Que as suas atitudes falam mais alto do que as suas palavras.



No amor de Cristo

terça-feira, 8 de julho de 2008

Dependência de Deus

Sabe quando tudo dá errado que nem dá vontade de levantar da cama!?

Pois é! O pior é, quando acontecem várias situações desastrosas numa única semana.

Isto aconteceu comigo na semana passada. Enquanto me preparava p/ dormir, verifiquei que o meu celular estava "morrendo". Meu irmão é técnico em telefonia e, todo fio que ele acha "por ai", é dele. Inclusive, o meu carregador entrou na sua lista. Com dó de acordá-lo, resolvi procurar o meu pertence no escuro mesmo. Achei um que conectou no aparelho, só que ao conectar na tomada... BUM.... o celular apagou de vez.

Sexta-feira, tinha um trabalho em grupo da facu para entregar. Na quarta-feira, ao terminar o trabalho, o computador travou e, perdi tudo o que havia digitado. Como eu não tinha mais tempo para refazê-lo, deixei para o dia seguinte.

Quinta-feira, boa parte da população da cidade de São Paulo, ficaram sem Net. Enquanto a mesma não voltava, eu fui refazendo todo o trabalho da facu.
Finalmente quando a Net voltou, eu salvei o documento e.... cadê o documento que eu salvei??? Sumiu!!! Tinha a plena convicção que havia salvo o dito documento. A minha sorte... ou melhor... a sorte do grupo foi que uma das meninas, tinha a primeira versão do trabalho pronto. Não estava completo, mas nessas alturas como diz um ditado "que é melhor um pássaro na mão do que dois voando"... resolvemos usar a primeira versão. Até pq. não havia mais tempo hábil para digitar novamente.

Sexta-feira! Outro fato desastroso! Acordei atrasada p/ facu que nem deu tempo para eu tomar café. Como eu não tinha trocado, peguei R$ 50,00 e coloquei no bolso p/ lanchar na facu e.... cadê o dinheiro??? Ele estava aqui no meu bolso!!!! Cadê??? Sumiu!!!!

Você ri néh!

Se eu não conhecesse ao Senhor, iria dizer que estava "zicada" e que estava precisando "me benzer".

Por conhecer a Cristo, sei que havia uma resposta para todas aquelas situações.

Ainda na sexta-feira, à noite quando todo estresse, cansado, pressão, cobranças dos trabalhos da facu acabaram, eu finalmente pude descansar. Então perguntei ao Senhor o que estava acontecendo que eu não conseguia enxergar. Onde estava falhando?

Ele, me fez reviver todas as situações que passei naquela semana mostrando que o tempo todo Ele estava me alertando.

1. sobre o celular, eu ouvi uma voz que "pensei que fosse minha", dizendo para eu não carregar o meu celular com aquele carregador.

2. sobre o trabalho da facu, tive uma forte impressão de alguém dizendo para eu checar se o documento está corretamente salvo.

3. sobre o dinheiro, ouvi uma voz dizendo que o meu dinheiro estava caindo do meu bolso.

Enquanto estava agitava, eu não podia ouvir Deus. Era impossível ouvi-lo, em meio aquela turbulência, pois os meus pensamentos naqueles dias tensos, estavam nas coisas passageiras. Quando cai em si, vi minha própria ignorância por ser auto-suficiente.

Muitas vezes corremos para Deus quando as coisas apertam p/ nosso lado.

Deus quer que dependemos dEle em toda e qualquer situação.

Enquanto estamos correndo, produzindo, trabalhando, estudando... Ele está do nosso lado, cuidando, orientando, conduzindo... Basta cada um estar sensível a sua voz e buscar a direção dEle daquela situação.

Ele tem cuidado de nós até mesmo nas minimas coisas.
Este vídeo retrata a verdade que muitos de nós, hora e outra acaba vivendo.


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fale menos e ouve mais

Esta semana, a professora e depois de alguns colegas, relataram experiências vividas com pais de alunos e professores da rede pública sobre a sexualidade.

1. fato: O garoto queria saber o que era "sexo".
A mãe parou tudo o que estava fazendo é pensou: Chegou a hora!
Ela despejou tudo o que "sabia" sobre o assunto.
Quando a mãe terminou tudo o que tinha para falar, o garoto diz: Mãe! Como é que eu vou colocar tudo isso que a senhora falou, neste quadradinho?

2. (está história é ficção que circula pela Net): A família estava reunida em casa jantando. A filha caçula tinha algo importante para comunicar a todos.
O pai: Diga minha filha!
A filha: Eu não sou mais virgem!
Ao ouvir está declaração, o pai se engasga com a comida e diz absurdos pra mãe, dizendo que ela deveria cuidar mais das crianças ao invés de ficar na rua. Por sua vez, a mãe também ofende o pai.


O bate-boca vira um bate e rebate de agressões verbais, quando finalmente, a discussão cessa e o pai diz a filha: Com quem foi?


A filha: Poxa papai! Vocês estam brigando só pq. eu não serei mais a Virgem da peça de teatro da escola?


Moral da história: Ouve mais e fale menos! Não dê respostas antes de ouvir ATENTAMENTE todo o relato! 

sábado, 14 de junho de 2008

Chá

Acontece algumas vezes quando achamos que o chá não está bom...


Descobre-se a causa quando se chega ao fundo da xícara:
- Era o açúcar.


Não estava faltando, mas estava no fundo.
Teria sido necessário mexer...


Talvez o que esteja faltando à nossa vida tenha ficado no fundo.


Nossa vida talvez não tenha sabor porque não temos a coragem de ir ao fundo das coisas ou porque não queremos. Fazemos caretas como ao tomar chá sem açúcar. Precisamos fazer o esforço de mexer a vida, de tocar nos segredos de Deus em nós!

Medite: "(Senhor) se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delícias" (Jó 36:11)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Socorro!!! Eu não sei cozinhar!

Hoje a empregada não veio em casa. Então eu resolvi dar uma de "cozinheira".

Ao sair da faculdade, fui direto para o mercado, comprar as coisas que eu estava planejando de fazer para o almoço de hoje. Confesso que não sou fã de cozinhar não! Porém, como eu sabia que, iria ficar sozinha, resolvi "colocar a mão na massa".

Foi um desastre total!!! Salguei a comida, fiz uma pilha enorme de louças na pia e o pior de tudo é que eu deixei a carne queimar.

Fiquei tão decepcionada e ao mesmo tempo rindo de mim mesma.

Nesta experiência, aprendi que não basta somente ter vontade e disposição, é preciso ter habilidade e experiência.

Ninguém nasce sabendo! A criança quando está aprendendo a andar, ela levanta e cai várias vezes, até um dia não mais precisará da ajuda do outro para caminhar. Assim somos nós!

Somos eternos aprendizes! Sempre vamos nos deparar com novas experiências. É preciso coragem e esforço para seguir em frente. Só assim podemos ganhar habilidade e experiência.

Eu ainda estou na fase de aprendiz! Um dia quando eu não deixar a carne queimar e todos pedirem bis, eu farei um post super especial. rsrs...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mentes Perigosas

Este filme é baseado em fatos reais que mostra que é possível fazer a diferença na vida dos alunos.


Uma professora que "desobedeceu" todas as regras e normas do Ensino proposto da Instituição, criando o seu próprio currículo e utilizando de estratégias pedagógicas invulgares e inteligentes, para ganhar a atenção, o respeito e o interesse dos alunos pelo estudo.

Vale a pena assistir!