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sexta-feira, 27 de março de 2009

Matemática do mendigo

Tenho que dar os parabéns ao estagiário que elaborou essa pesquisa, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade.

Preste atenção...

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).

Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.

Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.

E lembre-se:
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.

Viva a Matemática!

Que país é esse?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Escritores da Liberdade

Esses dias eu encontrei uma colega que estudou comigo no colegial.

Conversamos sobre várias coisas e, dentro delas; a escola.

Fizemos uma breve comparação da nossa época e da época de hoje.

Eu estudei em escola público. Porém, as crianças e os adolescentes daquela escola, faziam questão de irem todos arrumadinhos, serem os melhores alunos da sala, se destacarem em algum esporte, gincana, dança e etc... Raramente havia agressão física. Os professores eram respeitados. A escola, por mais tradicional que era, era um lugar agradável.

Hoje, está mesma escola já não é mais a mesma. Bandidagem, falta de respeito com os professores, brigas constantes e etc... são as marcas atuais.

O que mudou? Quem falhou?

Assistindo ao filme, percebo que não é somente no Brasil, o fato da violência ser tão marcante neste mundo contemporâneo.

Nós podemos resgatar várias dessas pessoas. Temos que nos esforçar para fazer a nossa parte. Para tanto devemos deixar de atuar mecanicamente e partir para a ação.

1. Buscar entender a realidade criminológica dessas crianças e adolescentes.
2. Como vimos no filme; essas pessoas não tem nenhuma perceptiva de vida.
3. Não podemos ficar somente no blá blá blá das discussões e nada fazer para mudar este quadro que impera o mundo atual.
4. É preciso coragem, força, ânimo e determinação para aguentar todo tipo de oposição.

Não pq. queremos sair por ai, dizendo p/ mundo todo que conseguimos mudar. Mas pq. realmente queremos deixar uma marca na vida daqueles que não tem esperança alguma.
Isto sim; faz toda a diferença.

terça-feira, 4 de março de 2008

A história de Natasha

Este caso foi publicado no dia 2 de março de 2008, pela Folha de S.Paulo, onde expõe como a administração pública, (mal)trata a infância.

A empregada doméstica Martinha deixou de trabalhar durante as manhãs para acompanhar a filha Natasha na escola.

Com paralisia cerebral, a menina de 9 anos precisa de auxílio para subir 13 degraus, na hora do lanche e na hora de ir ao banheiro. A doença não afeta a capacidade intelectual, mas a motora.

A mãe assume o dever do Estado: assegurar condições de estudo.

Tudo seria facilmente resolvido se a direção da escola transferisse a turma de Natasha, para o piso térreo. Entretanto, burocratas são incapazes de solucionar problemas tão simples como este.

O caso levou ao conhecimento da Secretaria Estadual da Educação, que ordenou a escola passar a turma de Natasha para o térreo.

A Educação só pode mudar com pequenos gestos de atitude justas!

Precisamos denunciar todos os tipos de abusos e absurdos das escolas.

Se queremos mudar o mundo, isto precisa primeiro começar de nós.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Desigualdade II ! Até quando?

Construir uma sociedade livre, justa e solidária.

De um lado, vamos encontrar prédios suntuosos que competem entre si em quesitos como: modernidade, design´s (...) e neles acomodam-se mulheres com roupas que pagariam inúmeras cestas básicas. Do outro lado... ah! do outro lado! Crianças correm sem calçados, mães cozinham o pouco de sempre para inúmeros filhos, esgotos dividem o campo improvisado onde os meninos jogam bola - afinal nesse país se aprende desde cedo que para mudar de vida tem que se tornar jogador de futebol. Adolescentes sem perspectivas, crianças nascem de outras crianças. Nesse país, o desenvolvimento nacional é notável, traficantes constroem verdadeiros palácios e os presídios se modernizam...mais câmeras, portões eletrônicos(...) até celulares os presos possuem e compram ali mesmo(...) Quanta modernidade!!!!!! 


Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. Mas nem a pobreza de espírito havia sido erradicada. Promover o bem de todos, sem preconceito de raça, cor, idade e qualquer outras formas de discriminação. O afro-louro acha-se mais inteligente que o caucasiano-negro e vice-versa. O índio-afro acha-se mais corajoso que afro-índio e vice-versa. E não percebem que são muito mais parecidos do que pensam... 


Espancam homossexuais... queimam índios... Batem em prostitutas... Maltratam idosos... Jogam crianças em lagoas... Os garotos pobres vendem doces no sinal, os garotos ricos espancam mulheres à noite. Os rapazes ricos vão às universidades, os rapazes pobres para a Escola Superior do Tráfico... 

DESIGUALDADE, ATÉ QUANDO!?

Desigualdade ! Até quando?