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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Viciados em internet

Viciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso, de acordo com uma pesquisa chinesa.

Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não viciadas.

A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.

Hao Lei, líder do estudo e membro da Academia de Ciências da China, comentou a pesquisa.

- Os resultados também indicam que o vício em internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso.

Computadores

A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas mal-sucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da internet?"

Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.

Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres, diz que houve uma conclusão inédita.

- Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência.

O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.

- Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de internet.

Fonte: http://noticias.r7.com/

sábado, 5 de março de 2011

Redes Sociais mais isolam do que unem

Por Paul Harris

O modo como as pessoas se comunicam freneticamente on-line através do Twitter, do Facebook e das mensagens instantâneas pode ser considerado uma forma de loucura moderna, segundo Sherry Turkle.

"Um comportamento que se tornou típico ainda pode expressar os problemas que antes nos faziam considerá-los patológico", escreve Turkle, socióloga, professora do MIT, em seu novo livro, Alone Together (Sozinhos Juntos).

A tese de Turkle é simples: a tecnologia ameaça dominar nossa vida e nos tornar menos humanos. Sob a ilusão de permitir uma melhor comunicação, na verdade nos isola das verdadeiras interações humanas, em uma ciber-realidade que é uma pobre imitação do mundo real.

"Os diferentes tipos de comunicação que estamos utilizando tornaram-se algo que assusta as pessoas", disse o professor William Kist, especialista em educação na Universidade Estadual de Kent, em Ohio.

Um best seller recente nos EUA, The Shallows (Águas Rasas ou Os Baixos) de Nicholas Carr, sugeriu que o uso da internet estaria modificando nosso modo de pensar, para nos tornar menos capazes de digerir quantidades de informações grandes e complexas, como livros e artigos de revista.

"A mídia social produziu uma geração de slacktivistis (ativistas frouxos), diz Evgeny Morozov em The Net Delusion (A Ilusão da Rede). As redes sociais tornou as pessoas preguiçosas e consagrou a ilusão de que clicar com o mouse é uma forma de ativismo equivalente às doações em dinheiro e tempo no mundo real.

Outros livros incluem The Dumbest Generation (A Geração mais Idiota), de Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, que afirma que o "o futuro intelectual dos Estados Unidos parece sombrio".

O filme A Rede Social tem sido considerado um ataque ligeiramente velado à geração da mídia social, sugerindo que o Facebook foi criado por pessoas que não conseguiam se encaixar no mundo real.

"Nós inventamos tecnologias inspiradoras e potencializadoras, mas permitimos que elas nos reduzissem", diz Turkle.

Recentemente, a cobertura na mídia da morte de Simone Back, em Brighton (Inglaterra), concentrou-se em um bilhete de suicida que ela havia "postado" no Facebook e que foi visto por muitos de seus 1048 "amigos" no site. Mas nenhum deles tentou ajudá-la - em vez disso, trocaram insultos na página de Back no Facebook.

Hoje até a reação tem uma reação, e muitas pessoas saltam em defesa da mídia social. Elas indicam que email´s, Twitter e Facebook geraram mais comunicação, e não menos - especialmente para pessoas que podem ter dificuldades para se encontrar no mundo real graças à distância física ou à diferença social.

Alguns especialistas acreditam que as redes sociais por ser um campo ainda novo, precisa desenvolver regras de etiquetas que todos possam respeitar, e que por isso incidentes, como a morte de Simone Back, parecem tão chocantes. "Precisamos desenvolver uma 'netiqueta' para lidar com tudo isso", disse Kist.

Antes que todo mundo viajasse no ônibus ou no trem com as cabeças enterradas em iPads ou smartphones, geralmente apenas ficavam em silêncio. "Não víamos as pessoas conversar com estranhos espontaneamente. Elas se voltaram para si mesmas", disse Kist.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Paciência é uma virtude

Paciência - Por Arnaldo Jabor



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma “lady” solta palavrões e berros que lembram as antigas “trabalhadoras do cais”…

E o bem comportado executivo? O”cavalheiro” se transforma numa “besta selvagem” no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar…

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma “mala sem alça”. Aquela velha amiga uma “alça sem mala”, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado.

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é “ansioso demais” onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda- se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai aguentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire… Acalme-se…

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL… SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA…

O Destino decide quem Você encontra na vida… Suas atitudes decidem quem fica.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Preconceito

Oi gente,

Depois de meses sem postar nada, finalmente estou de volta! rsrs...
Durante este período de ausência, ocorreram diversas mudanças na minha vida, na qual se fizeram necessárias priorizá-las.

Mas voltando para o mundo virtual... quero deixar uma reflexão sobre Preconceito, no qual no faz pensar que independente da cor, raça, religião, posição social... ninguém tem o direito de descriminar o outro, seja qual for a razão.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

- 'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária.
- 'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'
- 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
- 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- 'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Gripe A

Oi pessoas,

Tava de férias de TUDO e, inclusive daqui. rs...

Confesso que estava com preguiça de escrever algo, mas estou de volta. Aliás, apartir deste semestre, eu nem posso pensar em preguiçinha, pois começa o meu TCC e os estágios OBRIGATÓRIOS. Então xó preguiça! rs...

Semana passada estava numa padaria super-jóia aqui da região para acompanhar a sogra da minha irmã que iria almoçar com os netos.

Horário de almoço é sempre super-lotado! Depois de alguns minutos, conseguimos um lugarzinho ao lado de duas moças que acabará de chegar do México. O medo tomou conta da sogra da minha irmã que imediatamente quis mudar de lugar.

Tai uma pergunta óbvia para pensar: E se as moças não tivessem comentado? Quem disse que elas estam infectadas pelo vírus da gripe A?

O medo está tomando conta de tal forma das pessoas, que as mesmas não tem o mínimo de esclarecimento p/ entenderem a diferença entre gripe comum e a gripe A.

Depois que fala que o povo é ignorante, os mesmos se defendem com um monte de desculpas e blá blá blá sem nexo.

Ahh! Eu sei que a gripe A mata! Mas vamos ter um bom senso e fazermos a nossa parte como já está sendo recomendado.

Esses dias no metrô, duas pessoas estavam usando uma máscara.
Não se sabe se elas estavam ou não infectadas pelo vírus. A verdade é que ninguém ousou sentar ao lado delas.

Você ri!!?? Na prática não é nada engraçado! A gente acaba esquecendo de tudo o que recebeu de informações e, entra em pânico, mesmo.

Medo de morrer? Quem é que não têm? Afinal, por mais que a vida seja dura, o chefe seja chato, as pessoas sejam egoistas e incompreensivas, todos nós desejamos viver.

Então, viva a vida e seja feliz! Pois afinal, ninguém durará para sempre.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Somos inteiros ou apenas fragmentos

Oi pessoas,

Ehhhhhhh!!! As atividades da facu acabaram! Agora só alegria. rsrs...

Tenho muitas coisas legais p/ postar aqui, só que, ultimamente tenho recebido alguns e-mails super joías que, valem a pena a galera ler e refletir.
Este em especial, falou muuuuuuitíssimo comigo. Preciso aprender parar é verdadeiramente ser inteira p/ ouvir, amar, chorar, rir... e não simplesmente sobreviver, mas viver e ver o outro por completo.
bjjjjj

Por
Fernanda Lopes - Terapeuta holística

Neste exato momento em que você lê este artigo, você está fazendo quantas coisas mais? Quantas coisas existem em sua mesa no escritório? Quantas preocupações existem em sua mente? Quantas coisas pra fazer mais tarde? Quantas coisas que você deixou de fazer? Um verdadeiro turbilhão no cérebro!

Eu convido você neste momento a relaxar, a estar presente, a estar aqui, a estar no agora! A refletir o quanto você tem estado inteiro no que faz e quanto na maioria das vezes você está fragmentado? No dia de hoje relembre se enquanto você ouvia alguém você estava realmente ali entregue? Se quando alguém lhe deu um beijo ou demonstrou um olhar de carinho, você estava realmente ali entregue. Se no serviço que você desenvolvia sua cabeça estava por aí divagando. Se você foi capaz de sentir algo de novo em algo que você apenas intitulava como rotina.

Desacelere o passo por um instante e você perceberá que muitas vezes você é mais um dentre tantos maratonistas que vemos por aí. Sempre correndo, sempre tentando encaixar o tempo para tudo o que se quer fazer. E o pior, muitas vezes não sabendo nem para onde se está indo.

Mas a verdade é uma só. Fazemos a maior parte das coisas por fragmentos. Não sabemos criar nossos momentos sagrados. Sagrado é um momento especial, é o momento em que você deve sentir que não existe mais nada além daquilo. É estar presente, é largar preocupações, ansiedades ou qualquer outro sentimento ligado a um tempo que não existe. Não existe afinal futuro ou passado. Você está aqui, perceba!

Muitos colocam a desculpa nos momentos difíceis e que diante desses não é possível deixar de se preocupar. E quando você chega em casa, o seu local de descanso, você acessa seu momento sagrado? Você é capaz de dar risada junto com seu filho? Abraçar seu companheiro(a)? Conversar com as pessoas sem ter que ligar a TV? Prestar verdadeiramente atenção naquilo que você faz, diz, ouve e, naquilo que você é?

Com a desculpa de atender tantos pedidos externos, você muitas vezes se esquece de você mesmo. Esquece de que se não cuidar bem de sua casa, ela tende a cair. E uma casa com rachaduras, não pode oferecer segurança a ninguém! É preciso saber fazer uma coisa de cada vez.

Fazer de cada instante um local sagrado, colocar a mente e atenção em cada instante, aprender, sentir cada situação e cada pessoa. Saber que não estamos passando por nossa vida acelerados e sem dar sentido a algo, saber que estamos vivendo e não somente existindo. Saber comer, comendo. Tomar banho, tomando banho! Amar alguém, amando! É simples assim! Faça o que estiver fazendo de forma inteira.

Dê funcionalidade para a sua vida. Reduza o passo! Saiba fazer bem, mesmo poucas coisas que você fizer. Dê conta do que você faz! Tire o peso dos seus ombros e coloque mais felicidade nas suas relações.

Quantas vezes você conflitou com o outro, simplesmente porque não esteve presente quando o outro gostaria de lhe falar sobre seus sentimentos ou sobre aquilo que pensava? Quando estamos presentes, estamos atentos, conscientes! E então com consciência, passamos a perceber coisas que antes não víamos. Começamos a acessar a sabedoria dentro de nós, passamos a ter mais respostas para nossa vida, estas que antes buscávamos apenas em conselheiros de fora. Se estamos conscientes, estamos plenos em saber quais são nossas necessidades reais. Eliminamos coisas que não servem mais em nossa jornada (e por vezes, são muitas), para então esvaziarmos. E leves, podermos fluir com o grande rio da vida, atentos à todos os "presentes" que nos são dados diariamente.

Esteja inteiro no que faz! Seja inteiro para as pessoas com quem convive! Deixe as pessoas conhecê-lo de forma completa! Abrace, beije, ame, escute, trabalhe, ria, chore de forma completa! Sinta a vida através de todos os seus sentidos! Sinta o gosto, o calor, o toque de todas as coisas.

Só se pode crescer e tornar-se uma árvore com raízes firmes, se você aprende primeiro a confiar que a chuva sempre completa o processo do seu crescimento!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Marcas de batom no banheiro

Estou sumida, eu sei!

Gente, vocês não tem noção o quanto este semestre na facu está sendo puxado.
Muitos trabalhos, seminários, projetos... Próximo semestre começa o TCC (ai que medo. rsrs...), estágio obrigatório. Além do que, tenho que arranjar tempo p/ ir ao cinema, teatro, espetáculos, palestras p/ contar como hora complementar, sair com os amigos, passear (afinal, eu mereço, né?), ir p/ aulas de dança (que amo de paixão), me preparar para os espetáculos, ler, estudar, ficar um tempo com a família, rever os velhos amigos, emprestar o ombro p/ alguém, contar até mil quando alguém nos fecha no trânsito, ser tudo isso é um pouco mais... Ufa!!! Não é fácil!

Mas vamos lá...

Recebi um e-mail de um colega da facu. E, como sou da àrea da Educação, achei fantástico p/ postar aqui.

bj a todos

Obs: amo ler diversos assuntos, porém, no momento o meu tempo está complicado. Prometo que assim que tiver um tempo, passarei no blog de vocês.

:-)

Numa Escola Pública, estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...

Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram. No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho! (Ecaaaaaaaaaaaaaaa) kkkkkkkkkkk

Moral da história: Há professores e educadores.
Comunicar é sempre um desafio!
As vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Saudade

Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos adultos não sabem nem mesmo o que é; e como palavras sábias podem ser proferidas por quem menos se espera.

Artigo do Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim...

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim...

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.

Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.

Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe 5758"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Filas e longas esperas

Não tem coisa mais chata do mundo do que esperar esperar e esperar!

Tudo bem que estou de férias, mas pera lá... paciência tem limites. Isso pq. eu sou bem calminha.

1. epsódio: fui ao posto da SP-Trans p/ carregar o meu bilhete-escolar.
Problema: operação fora de sistema, fila quilomêtrica, cansaço, tudo mundo reclamando...
Solução: depois de 40 minutos, fora a fila

2. epsódio: troca de aparelho celular
Problema: operação fora de sistema, cansaço, espera, espera e espera
Solução: depois de 1horas e 20 minutos

3. epsódio: o vendedor da loja de celulares, esqueceu de avisar sobre a promoção de Natal
Problema: mal humor e descasso do vendedor
Solução: depois de 2 horas

4. epsódio: telefone fixo
Problema: não consigo fazer e nem receber ligações
Solução: sem previsão


Tudo isso foi mais do que um teste de paciência.
No entanto aprendi que, ao invés de ir pelo caminho mais fácil que é perder a paciência, brigar, xingar, bater... há outros caminhos que demonstram que podemos ter atitudes firmes sem se exaltar ou sem se deixar-se levar pelo calor do momento.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Como está seu viver diário

O texto a seguir, não é de minha autoria. Ele traz uma forte reflexão do mundo atual. É um texto de linguagem fácil de ser compreendida, porém, às vezes, tão díficil de ser aplicada no nosso dia-a-dia.

Certa vez, quando ainda nem exista internet, um professor do colegial disse que, chegaria um tempo que as pessoas ficariam tão individualistas por conta da informática.

É verdade que o mundo evolui, porém, o que vemos hoje é, que as pessoas estam sozinhas no meio da multidão. Basta olhar para as mesmas que estam no metrô, ônibus, no serviço...
...ou estam concentradas lendo um livro, um jornal, ou ouvindo música, ou mexendo no celular, ou olhando p/ tudo o que se passa ao seu redor, menos para a pessoa que está sentada ao lado.

Sempre gostei de ouvir as histórias de pessoas de idade. Pois, o que a maioria diz é que sente saudade da união das famílias. Depois do jantar, todos puxavam suas cadeiras e, em circulo prozeavam, riam, choravam juntos... Hoje, raramente, vemos as famílias se reunirem pelo menos uma vez por mês que seja e, abrirem mão das baladas, das festas, das viagens p/ ter um tempo com a família.

Outro dia, numa reportagem sobre relacionamentos, o entrevistador citou um caso de um garoto. Este, fala a beca no Msn, Orkut...tem muitos amigos virtuais. É considerado o cara da Net! O Bam Bam Bam! Porém, pessoalmente, o cara é tímido tímido e tímido. Não sabe olhar nos olhos dos outros, não sabe sorrir, não saber ser tão extrovertido como parece ser na Net.

Éhhh minha gente, precisamos olhar mais para as pessoas e deixar de olhar para o nosso próprio umbigo.

Segue texto:




Muitos trabalham durante ano no mesmo ambiente e nunca surpreendem seus colegas de trabalho. Não sorriem, cumprimentam ou abraçam de um modo diferente. São formais. Precisam de emoção, mas não sabem surpreender. Esse comportamento rígido afeta as relações sociais, mas também o desempenho profissional.

Você já pensou que muitos colegas de trabalho gritaram sem dizer palavras, gritaram com os gestos, querendo demonstrar que estavam sofrendo, mas você nunca conseguiu ouvir a voz desses gestos? Talvez, atarefado e com milhares de informações na cabeça, nem tenha tido tempo para tal percepção.

Vivemos na era da informática e, infelizmente, estamos nosrobotizando. Nunca tivemos acesso a tantas informações, mas não sabemos o que fazer com elas. A maioria delas é inútil, não se transforma em conhecimento e experiências. A criatividade está cambaleante.

Para dar soluções aos desafios do mundo globalizado é necessário ser flexível, versátil, abrir o leque da inteligência. Os desafios geram medo e não sentimento de aventura. O novo causa pânico. Estamos nos tornando escravos de estímulos programados.

Raramente as pessoas saem da rotina. Já pensou em dar uma caixa de bombons para o guarda que está fazendo a segurança da sua empresa ou para o zelador do seu prédio e dizer que ele é muito importante para você? Ele nunca mais o esquecerá, pois você o surpreendeu. Você será tão caro para ele, que talvez seja capaz de correr riscos se você estiver em perigo. Não há como romper o individualismo sem libertar a criatividade afetiva.

Muitos, ao entrarem num elevador, em vez de olhar para o rosto das pessoas, cumprimentá-las e estabelecer um pequeno diálogo, fixam-se no número dos andares. Não sabem onde pôr a cara. É duro passar aqueles segundos. Que espécie é essa que detesta a solidão, mas faz tudo para cultivá-la?

Fonte: CURY,Augusto. 12 Semanas para Mudar Uma Vida. Planeta. 2.ed - São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2007. pp.75 à 76.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Liberdade de escolhas

Pense nisso por alguns segundos:

Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver.

Você pode mudar a sua vida.

Você pode estruturar a sua vida como quiser.

Porque você é livre!

Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!

Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você quiser.

Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado,

Você pode acabar numa crise conjugal de um mês.

Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.

Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.

Porque você é livre!

Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.

Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.

Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.

Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.

Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.

Porque você é livre!

Você só vai parar de sofrer quando você quiser!

Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.

Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.

E pensam que é seu destino sofrer.

Isso é pura ilusão!

Só quando você decidir, você pára de sofrer.

Porque você é livre!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pessoas não mudam

Todos tendem a permanecer sendo o que sempre foram; é preciso aprender a conviver com os outros como eles são.

Pessoas não mudam. Elas falam em mudar, mas não mudam. Na verdade, mudam apenas quando não têm outra alternativa. Essa é a tese de Po Bronson em seu livro "O que devo fazer da minha vida?" (Editora Nova Fronteira), onde relata quarenta histórias tiradas de 900 entrevistas com gente de tudo que é tipo.

Na verdade, Po Bronson é um otimista. Em novembro de 2004, a megacorporação IBM realizou sua conferência de "Inovação Global", quando reuniu alguns dos melhores cérebros do planeta para propor avanços científicos e tecnológicos capazes de solucionar os grandes problemas mundiais. No topo da agenda estava o setor da saúde, que custa aos Estados Unidos 1,8 trilhão de dólares anuais (três vezes o PIB do Brasil).

A grande conclusão a que chegaram foi que muito desta dinheirama seria economizada se as pessoas estivessem dispostas a mudar seus hábitos alimentares e seu estilo de vida. Mas uma pesquisa realizada para subsidiar a discussão mostrou que, mesmo diante da morte iminente, apenas uma entre 10 pessoas mudam seu jeito de pensar e agir. Em outras palavras, para a pergunta: "Se fosse dada a você a opção de morrer ou mudar, o que escolheria?" De cada 10 pessoas, apenas uma escolheria mudar.

Há pouca gente mudando de verdade. Mudanças cosméticas, apenas comportamentais, são aos montes – mas estruturais, são poucas. As pessoas tendem a ser o mesmo que sempre foram: os tímidos continuam tímidos, os eufóricos permanecem eufóricos, as mulheres dominadoras seguem dominando, os maridos passivos continuam no cabresto, os trabalhadores continuam trabalhando, o hipocondríacos continuam lendo bulas e por aí vai. Freud explica. Literalmente.

Certa vez, uma história de uma jovem que demonstrava apreensão e sofrimento, tinha um noivo um pouco violento, que já a havia agredido duas vezes, mas que sempre chorava, pedindo perdão e prometendo não repetir as agressões. Depois, fez a pergunta para o seu conselheiro: "Devo me casar com ele?" O conselheiro respondeu: "Apenas se estiver disposta a apanhar pelo resto da vida".

Com isso, o conselheiro quis dizer à moça que deviria se casar somente na hipótese de acreditar que poderia conviver com o marido, mesmo que ele não mudando.

Sou cristã e não quero ser pessímista quanto à mudança das pessoas! Acredito que a transformação pessoal à imagem de Cristo é essencial à mensagem cristã e que o maior problema do ser humano não é o diabo, nem o mundo mau, nem nada que exista do lado de fora, mas seu inimigo íntimo, que habita suas entranhas.

Considero que as mudanças de que fala o Evangelho não são necessariamente estruturais, na personalidade ou na índole das pessoas, mas em seus valores, seus amores, e portanto, seus objetos de devoção. A grande mudança do Evangelho não é "eu deixar de ser eu", mas eu me render à vontade do meu novo Senhor, isto é, não mais o meu eu, mas o Cristo, que vive em mim.

Muita coisa na vida muda, mas continuamos sendo nós mesmos. A conversão não implica na despersonalização. Ela não apaga tudo o que vivemos e nos fez o que somos. Mas após a rendição a Cristo, toda a vida passa por uma revisão, e, necessariamente, deixa-se de fazer muita coisa. E passa-se a fazer outras. Não por obrigação ou culpa, mas por uma nova orientação da vontade: afinal, mudou o objeto de devoção.

As figuras "morte e ressurreição", ou "novo nascimento", que simbolizam o antes e o depois da experiência mística-espiritual cristã, significam passar a viver orientado para outra direção. Não é que tenhamos mudado – o que mudou foi a maneira como convivemos com o que sempre fomos, e provavelmente vamos continuar sendo. O extraordinário nisso é que já não somos mais obrigados a ser o que sempre fomos. Não estamos mais escravizados a realizar a sina da nossa personalidade nem a cumprir o vaticínio das marcas que a vida deixa. Somos livres: livres para nos reinventarmos, livres para virmos a ser e, inclusive, livres para continuar sendo o que sempre fomos.

O que muda é que nos relacionamos de maneira tão diferente conosco mesmos, que as pessoas ao nosso redor dirão que parecemos outra pessoa. Conhecemos a verdade, e a verdade nos libertou. Na verdade, as pessoas mudam, mas em número, profundidade e velocidade inferiores ao que desejamos: pouca gente, mudanças razoavelmente superficiais e lentas. Portanto, aprenda a conviver com as pessoas do jeito que as pessoas são. Não passe a sua vida tentando mudar os outros: seu cônjuge, seus filhos, seus amigos, seu chefe ou colegas no trabalho. Deixe isso nas mãos de Deus, à mercê da graça.

Conviva a partir da gratuidade: paciência nos processos, perdão, mais amor, entrega e serviço do que cobranças, exigências e condições. Aprenda a se relacionar com os outros do jeito que eles são. Não tente fazer novas as pessoas. Faça novos acordos. Você vai ver como sua vida vai mudar. E os outros também.


Fonte: Ed René Kivitz (escritor conferencista e pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Encontro

Seria desencantador num 1. encontro, alguém apresentar-se para outra pessoa, falando que ronca, que ama cebola, que tem chulé, que acorda de mal humor, que faz campeonato de quem peida e arrota mais alto, que tem TPM, que é estérica, ciumenta, chata, que o cabelo é pichain...

Grrrr! Eu seria a primeira a correr desta pessoa.

Porém o que não sabemos ou que fingimos que não sabemos é, que estamos acostumados a serem "enganados" com as "boas intensões" da "boa propaganda".

Na verdade, todos nós, queremos passar e receber uma boa imagem para impressionar. Isso é bom! Porém, sabemos que, no decorrer dos dias, meses e anos, toda aquela "aparência", vai desfazendo-se com o tempo.

A máscara cai e, você consegue ver de fato como a outra pessoa é.

Toda moeda tem dois lados. A maioria só vê o $$$. No entanto, a diferença, está quando você enxerga o outro lado, que tem um rosto, uma história, uma bagagem de vida.
A essência de vida, não está no que a pessoa faz ou tem, mas por aquilo que ela é, com seus defeitos e qualidades.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Escritores da Liberdade

Esses dias eu encontrei uma colega que estudou comigo no colegial.

Conversamos sobre várias coisas e, dentro delas; a escola.

Fizemos uma breve comparação da nossa época e da época de hoje.

Eu estudei em escola público. Porém, as crianças e os adolescentes daquela escola, faziam questão de irem todos arrumadinhos, serem os melhores alunos da sala, se destacarem em algum esporte, gincana, dança e etc... Raramente havia agressão física. Os professores eram respeitados. A escola, por mais tradicional que era, era um lugar agradável.

Hoje, está mesma escola já não é mais a mesma. Bandidagem, falta de respeito com os professores, brigas constantes e etc... são as marcas atuais.

O que mudou? Quem falhou?

Assistindo ao filme, percebo que não é somente no Brasil, o fato da violência ser tão marcante neste mundo contemporâneo.

Nós podemos resgatar várias dessas pessoas. Temos que nos esforçar para fazer a nossa parte. Para tanto devemos deixar de atuar mecanicamente e partir para a ação.

1. Buscar entender a realidade criminológica dessas crianças e adolescentes.
2. Como vimos no filme; essas pessoas não tem nenhuma perceptiva de vida.
3. Não podemos ficar somente no blá blá blá das discussões e nada fazer para mudar este quadro que impera o mundo atual.
4. É preciso coragem, força, ânimo e determinação para aguentar todo tipo de oposição.

Não pq. queremos sair por ai, dizendo p/ mundo todo que conseguimos mudar. Mas pq. realmente queremos deixar uma marca na vida daqueles que não tem esperança alguma.
Isto sim; faz toda a diferença.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Dependência de Deus

Sabe quando tudo dá errado que nem dá vontade de levantar da cama!?

Pois é! O pior é, quando acontecem várias situações desastrosas numa única semana.

Isto aconteceu comigo na semana passada. Enquanto me preparava p/ dormir, verifiquei que o meu celular estava "morrendo". Meu irmão é técnico em telefonia e, todo fio que ele acha "por ai", é dele. Inclusive, o meu carregador entrou na sua lista. Com dó de acordá-lo, resolvi procurar o meu pertence no escuro mesmo. Achei um que conectou no aparelho, só que ao conectar na tomada... BUM.... o celular apagou de vez.

Sexta-feira, tinha um trabalho em grupo da facu para entregar. Na quarta-feira, ao terminar o trabalho, o computador travou e, perdi tudo o que havia digitado. Como eu não tinha mais tempo para refazê-lo, deixei para o dia seguinte.

Quinta-feira, boa parte da população da cidade de São Paulo, ficaram sem Net. Enquanto a mesma não voltava, eu fui refazendo todo o trabalho da facu.
Finalmente quando a Net voltou, eu salvei o documento e.... cadê o documento que eu salvei??? Sumiu!!! Tinha a plena convicção que havia salvo o dito documento. A minha sorte... ou melhor... a sorte do grupo foi que uma das meninas, tinha a primeira versão do trabalho pronto. Não estava completo, mas nessas alturas como diz um ditado "que é melhor um pássaro na mão do que dois voando"... resolvemos usar a primeira versão. Até pq. não havia mais tempo hábil para digitar novamente.

Sexta-feira! Outro fato desastroso! Acordei atrasada p/ facu que nem deu tempo para eu tomar café. Como eu não tinha trocado, peguei R$ 50,00 e coloquei no bolso p/ lanchar na facu e.... cadê o dinheiro??? Ele estava aqui no meu bolso!!!! Cadê??? Sumiu!!!!

Você ri néh!

Se eu não conhecesse ao Senhor, iria dizer que estava "zicada" e que estava precisando "me benzer".

Por conhecer a Cristo, sei que havia uma resposta para todas aquelas situações.

Ainda na sexta-feira, à noite quando todo estresse, cansado, pressão, cobranças dos trabalhos da facu acabaram, eu finalmente pude descansar. Então perguntei ao Senhor o que estava acontecendo que eu não conseguia enxergar. Onde estava falhando?

Ele, me fez reviver todas as situações que passei naquela semana mostrando que o tempo todo Ele estava me alertando.

1. sobre o celular, eu ouvi uma voz que "pensei que fosse minha", dizendo para eu não carregar o meu celular com aquele carregador.

2. sobre o trabalho da facu, tive uma forte impressão de alguém dizendo para eu checar se o documento está corretamente salvo.

3. sobre o dinheiro, ouvi uma voz dizendo que o meu dinheiro estava caindo do meu bolso.

Enquanto estava agitava, eu não podia ouvir Deus. Era impossível ouvi-lo, em meio aquela turbulência, pois os meus pensamentos naqueles dias tensos, estavam nas coisas passageiras. Quando cai em si, vi minha própria ignorância por ser auto-suficiente.

Muitas vezes corremos para Deus quando as coisas apertam p/ nosso lado.

Deus quer que dependemos dEle em toda e qualquer situação.

Enquanto estamos correndo, produzindo, trabalhando, estudando... Ele está do nosso lado, cuidando, orientando, conduzindo... Basta cada um estar sensível a sua voz e buscar a direção dEle daquela situação.

Ele tem cuidado de nós até mesmo nas minimas coisas.
Este vídeo retrata a verdade que muitos de nós, hora e outra acaba vivendo.


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fale menos e ouve mais

Esta semana, a professora e depois de alguns colegas, relataram experiências vividas com pais de alunos e professores da rede pública sobre a sexualidade.

1. fato: O garoto queria saber o que era "sexo".
A mãe parou tudo o que estava fazendo é pensou: Chegou a hora!
Ela despejou tudo o que "sabia" sobre o assunto.
Quando a mãe terminou tudo o que tinha para falar, o garoto diz: Mãe! Como é que eu vou colocar tudo isso que a senhora falou, neste quadradinho?

2. (está história é ficção que circula pela Net): A família estava reunida em casa jantando. A filha caçula tinha algo importante para comunicar a todos.
O pai: Diga minha filha!
A filha: Eu não sou mais virgem!
Ao ouvir está declaração, o pai se engasga com a comida e diz absurdos pra mãe, dizendo que ela deveria cuidar mais das crianças ao invés de ficar na rua. Por sua vez, a mãe também ofende o pai.


O bate-boca vira um bate e rebate de agressões verbais, quando finalmente, a discussão cessa e o pai diz a filha: Com quem foi?


A filha: Poxa papai! Vocês estam brigando só pq. eu não serei mais a Virgem da peça de teatro da escola?


Moral da história: Ouve mais e fale menos! Não dê respostas antes de ouvir ATENTAMENTE todo o relato! 

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Socorro!!! Eu não sei cozinhar!

Hoje a empregada não veio em casa. Então eu resolvi dar uma de "cozinheira".

Ao sair da faculdade, fui direto para o mercado, comprar as coisas que eu estava planejando de fazer para o almoço de hoje. Confesso que não sou fã de cozinhar não! Porém, como eu sabia que, iria ficar sozinha, resolvi "colocar a mão na massa".

Foi um desastre total!!! Salguei a comida, fiz uma pilha enorme de louças na pia e o pior de tudo é que eu deixei a carne queimar.

Fiquei tão decepcionada e ao mesmo tempo rindo de mim mesma.

Nesta experiência, aprendi que não basta somente ter vontade e disposição, é preciso ter habilidade e experiência.

Ninguém nasce sabendo! A criança quando está aprendendo a andar, ela levanta e cai várias vezes, até um dia não mais precisará da ajuda do outro para caminhar. Assim somos nós!

Somos eternos aprendizes! Sempre vamos nos deparar com novas experiências. É preciso coragem e esforço para seguir em frente. Só assim podemos ganhar habilidade e experiência.

Eu ainda estou na fase de aprendiz! Um dia quando eu não deixar a carne queimar e todos pedirem bis, eu farei um post super especial. rsrs...

terça-feira, 4 de março de 2008

A história de Natasha

Este caso foi publicado no dia 2 de março de 2008, pela Folha de S.Paulo, onde expõe como a administração pública, (mal)trata a infância.

A empregada doméstica Martinha deixou de trabalhar durante as manhãs para acompanhar a filha Natasha na escola.

Com paralisia cerebral, a menina de 9 anos precisa de auxílio para subir 13 degraus, na hora do lanche e na hora de ir ao banheiro. A doença não afeta a capacidade intelectual, mas a motora.

A mãe assume o dever do Estado: assegurar condições de estudo.

Tudo seria facilmente resolvido se a direção da escola transferisse a turma de Natasha, para o piso térreo. Entretanto, burocratas são incapazes de solucionar problemas tão simples como este.

O caso levou ao conhecimento da Secretaria Estadual da Educação, que ordenou a escola passar a turma de Natasha para o térreo.

A Educação só pode mudar com pequenos gestos de atitude justas!

Precisamos denunciar todos os tipos de abusos e absurdos das escolas.

Se queremos mudar o mundo, isto precisa primeiro começar de nós.

segunda-feira, 3 de março de 2008

E tudo mudou...


O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou BisPolícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
Luis Fernando Veríssimo